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Mad Sounds – A Evolução dos Arctic Monkeys em 10 Músicas

Mad Sounds
A Evolução dos Arctic Monkeys em 10 Músicas
Por Keith Cameron.

 

 

 

 

1 I Bet You Look Good on the Dancefloor (Domino 45, 2005)

Aquela ignição cinética e as proezas de geometria métrica da letra: O EP que lançou os Arctic Monkeys apresentou seus criadores como um artigo bem finalizado. Sua voz narrativa, enquanto habilidosa, altera entra o participante e observador, enquanto revigora o modelo de um kitchen sink drama nortenho com uma pitada de adolescência: “Não existe amor, nem Montecchios ou Capuletos / Só tocando músicas e sets de DJ”.

2 A Certain Romance (De Whatever People Say I Am, That’s What I Am Not, Domino, 2006)

A dualidade pugilista/poeta do álbum de lançamento é mais bem capturada por essa faixa épica que o fecha, onde passagens instrumentais esmagadoras se esfregam no detalhado e agressivo conto de uma noite, presente na letra: Rumble Fish filmado em Sheffield. A visão de Alex Turner sobre os briguentos raivosos é caracteristicamente ambivalente, passando de um desprezo a uma aceitação: “O que eu posso dizer? Eu os conheço há muito, muito tempo…”.

 

3 Leave Before the Lights Come On (Domino 45, 2006)

Escrito e gravado depois de Whatever People Say I Am…, este conto meticulosamente direcionado sobre uma noite inconsolada de sexo casual (“Ela está pensado ‘Ele parece diferente hoje'”) mostrou que os Monkeys poderiam aumentar a carga emocional enquanto diminuindo as críticas. Foi, ostensivamente, a despedida de Turner aos contos de fins de semana perdidos – ainda que depois disso ele viria a usar uma dinâmica similar em diferentes ocasiões.

 

4 Teddy Picker (Domino 45, 2007)

Com a precisão de nível industrial e simplificado pelo co-produtor James Ford, Teddy Picker efetuou um melhoramento 2 esteroidal no desajeitado cutucão de Fake Tales of San Francisco às pretenciosas pessoas da cena local. O golpe de Turner sobre o mal estar da geração da banda larga foi brusco: “Não rápido o suficiente/posso ter isso mais rápido? / Já é grosso e você está se tornando mais grosso ainda.”

 

5 Do Me a Favour (De Favourite Worst Nightmare, Domino, 2007)

O salto quântico do segundo álbum veio depois de dois terços de suas músicas, onde a narrativa muda claramente da terceira para a primeira pessoa. Essa vinheta de rompimento esmagador – acompanhada da batida de Matt Helders e decorada com Jamie Cook com um toque de Johnny Marr – é narrada por aquele que termina o relacionamento, cuja pena de si mesmo ganha pouca atenção: “Ela disse ‘me faz um favor e pare de se achar tão bom'”.

 

6 Crying Lightning (Domino 45, 2009)

Como o produtor de Humbug, o maior presente de Josh Homme para o Arctic Monkeys foi o de libertar cada indivíduo da banda enquanto sonoramente os tornar um verdadeiro conjunto. Crying Lightning é uma proeza de construção, através da qual os instrumentistas parecem estar solando para músicas diferentes, porém o conjunto marcha junto da maneira mais compacta possível. Quando chega, o verdadeiro solo de Cook penetra como um espírito ilícito da fronteira.

 

7 Catapult (B-side de Cornerstone, Domino, 2009)

O voodoo do deserto ártico atingiu o pico com esse redemoinho psico-flamenco. Provocado pelo descontrolado baixo de Nick O’Malley, Turner se exalta enquanto assiste sua garota se apaixonar por um mulherengo, “cujo coração foi cortado da mesma pedra que usaram para esculpir sua mandíbula”. Homme não estava sozinho ao refletir sobre o porquê de a música não ter entrado no álbum.

 

8 Piledriver Waltz (De Suck It And See, Domino, 2011)

Talvez inevitavelmente, o quarto álbum dos Monkeys soou como uma retirada a um território mais seguro; sua melhor música foi uma remodelagem do grupo sobre uma gravação solo de Alex Turner para
a trilha sonora do filme Submarine. Por mais bela que seja, a agridoce eflorescência de fogo-fátuo de Piledriver Waltz soou como uma mera rotina para uma banda cujos parâmetros agora pediam algo a mais.

 

9 Arabella (De AM, Domino, 2013)

Tendo emergido do Humbug de Homme, com cabelo comprido, e um manual de riffs de Tony Iommi, Jamie Cook finalmente libertou o seu momento War Pigs para além dos grooves espectrais
dessa carta de amor a uma garota dos sonhos de Hollywood. Ela tem “um beijo da cor de uma constelação que começa a fazer sentido”. Al, sinto que não estamos mais em Barnsley.

 

10 Why’d You Only Call Me When You’re High (Domino 45, 2013)

Até mesmo no auge de sua precisão de disco de platina, AM sugeriu que a visão dos Arctic Monkeys ao fazer apostas altas não estava tão distante das noites turbulentas no Leadmill. O impulso mais atraente da música balança à beira do abismo da náusea, enquanto Turner, mesmo no meio do ouro cintilante de Beverly Hills, percebe estar “Em algum lugar mais escuro, falando sobre as mesmas merdas”. Uma dose muito grande de uma vida boa e toda aquela história.

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