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ARQUIVO/ENTREVISTA: Suck it and See soa mais humano [Reuters]

Entrevista concedida ao site Reuters na semana de lançamento do álbum Suck it and See.

SUCK IT AND SEE

Os roqueiros britânicos foram a banda mais quente do momento quase cinco anos atrás quando seus dois primeiros singles chegaram ao topo do chart do UK e seu álbum de estreia quebrou um novo recorde como o álbum de estreia mais vendido.
Estimulado pelos supracitados sucessos “I Bet You Look Good on the Dancefloor” e “When the Sun Goes Down,” os Arctic Monkeys foram saudados como os novos Oasis pela imprensa musical britânica.
Críticos acolheram suas letras espirituosas sobre prostituição, embriaguez e desentendimentos com a polícia, e os ingressos para seu show esgotaram-se rapidamente em ambos os lados do Atlântico.
A comparação com os Oasis não funcionou muito bem e o hype inevitavelmente desapareceu quando outras bandas se moveram em direção aos holofotes. Mas o quarteto de Sheffield ainda continua no topo do chart de álbuns do UK com seus dois lançamentos em sequência [Humbug/Suck it And See], e mantiveram uma posição respeitável nos Estados Unidos.
O vocalista Alex Turner e o baterista Matt Helders, ambos com 25, recentemente falaram com Reuters sobre seu quarto álbum,”Suck it and See”, que foi lançado mundialmente esta semana.

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Pergunta. Este álbum novo tem um som mais vintage?
Resposta. Turner: “Acho que você pode dizer isso. As técnicas de gravação foram um pouco mais tradicionais. Nós fizemos um monte de tomadas ‘vivas’, com nós quatro tocando e queríamos que chegasse a uma sensação mais ‘humana’.”
P. Ele é, talvez, mais suave que os álbuns anteriores?
R. Turner: “Em partes, mas eu acho que é bem frenético as vezes também, sabe. Ele tem seus momentos que são mais como coisas chimey¹ de guitarra, como reverberações, que ocorrem em muitas músicas e suponho que isso deu um aspecto bem suave. Eu acho que provavelmente se comparado com os dois primeiros, não são tão rápidos e malucos como eles foram. Mas ele tem momentos assim – um pouco dos dois.”
P. Sua música não decolou aqui no U.S. como decolou no UK. Isto é devido vocês não se enturmarem o suficiente com as pessoas certas ou?
R. Helders: Eu não sei, talvez seja isso o que esteja faltando (risadas).
Turner: “Nosso último álbum (Humbug) foi muito bem por aqui, nós vimos uma boa resposta daquilo. Nós nunca tivemos uma má resposta de qualquer um de nossos discos ou novos álbuns; tem crescido mais e mais que a gente volta para cá.”
P. Em relação às muitas comparações iniciais ao Oasis, vocês estão desapontados de não terem o mesmo sucesso no U.S.?
R. Turner: “Não mesmo, digo, por sermos ambos bandas britânicas de rock and roll, é um tipo de meta sermos comparados ao Oasis em outros países; ambos somos do Norte, com um corte de cabelo pessoalmente similar. Mas musicalmente, isto é um pouquinho diferente. Quero dizer, nós somos grandes fãs deles, desde crianças e tal, eles foram uma banda muito importante pra nós e ainda é — mais agora. Então eu não, não me importo mesmo de sermos comparados com o Oasis.”
P. Vocês foram um dos primeiros grupos a usar a internet para ter seu nome por aí. Isso é difícil agora?
R. Helders: “Nós realmente nunca entendemos aquilo quando aconteceu com nós. Não foi uma decisão consciente que tivemos ao usar aquilo como meio de fazer as pessoas ouvirem as músicas.”
R. Turner: “O que estávamos fazendo era tentar produzir algo bom e tocar bem, e fazer bons shows. E eu acho que independente do que está acontecendo na sábia internet, agora ou cinco anos atrás, é o que as pessoas ainda deviam tentar e fazer. É isso que todos nós fizemos. E algumas pessoas vão gostar e compartilhar usando aquele instrumento. Aquele era o tempo onde tudo aquilo começou a acontecer. Se tivesse sido dez anos atrás, teria sido uma [fita]cassete demo onde eles apenas diriam. ‘Venha pra minha casa, eu acabei de descobrir esta banda, eu gostei muito das músicas e você devia ouvir.’ Isso acelerou tudo aquilo.”

NOTA
1 Som de guitarra mais macio, com graves mais soltos, médios e agudos são mais amplos e macios, sem soar estridentes.

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