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HUMBUG em 5 passos básicos: nome, arte, evolução, Rancho De La Luna e b-sides

Os fãs mais empolgados com o estilo agitado e rebelde da banda tiveram na época uma enorme decepção com o lançamento do álbum, que foi muito criticado, apesar de muito consagrado pela mídia. Mas existe Arctic Monkeys sem Humbug hoje em dia? Leia algumas curiosidades e fatos que tornaram este trabalho da banda tão marcante!

Booklet

TÍTULO
O título do álbum certamente resume a ideia. No dicionário, a palavra Humbug significa “uma pessoa que clama ser o que não é, farsante, fraude, impostor, ilusório, que não é real”. Precisa dizer mais sobre o que este álbum se trata? As músicas com letras maduras são quase poesia, brincam com a questão do imaginário e a realidade o tempo inteiro, falam das tentações cruéis do amor, do que não está lá mas você ainda deseja, e das falsas expectativas que criamos em relacionamentos e situações… Dance pequeno mentiroso.

“Se eu pudesse ser outra pessoa por uma semana / Eu ainda gastaria perseguindo você” – Potion Approaching

A estranheza do público com o novo registro em comparação à sonoridade dos álbuns anteriores não surpreendeu a banda: “Sim, eu consigo entender o porquê. Nós sempre quisemos fazer gravações diferentes o tempo todo, mas para nós, para mais ninguém. Eu entendo porquê as pessoas estão surpresas por isso, mas tinha que ser feito.” Matt se pronunciara. “Foi uma experiência que tínhamos que passar. Nós podemos fazer qualquer gravação depois daquele registro. Estamos muito orgulhosos dele.”

Capa

A artwork sugere essa distorção das verdades com o desfoque da imagem dos integrantes que mal mostram seus rostos na fotografia. É o primeiro álbum que os Arctic Monkeys decidem aparecer na capa, e a foto foi tirada por Guy Aroch no Electric Lady Studios em Nova York, no dia da finalização do álbum.

humbugUma curiosidade da capa: o objeto que Alex segura tratava-se de óculos de sol.

Evolução

Os meninos cresceram: a mudança entre os dois primeiros álbuns e o terceiro foi um processo que Alex Turner admitiu ter que abaixar a cabeça e aceitar ser cooperativo com as novidades. Veja o relato que ele deu a Spin Magazine em 2013 sobre a transição:

Alex Turner: “Logo depois do primeiro CD, nós éramos muito não cooperativos de várias maneiras. Nós tivemos que sair de lá e seguir em frente, mas nós não sabíamos para onde seguir. Então o segundo CD foi a mesma coisa do primeiro. Era um pouco de sair por aí e tentar nos mover em uma direção diferente, mas nós não sabíamos para onde ir. Mas eu estou feliz que fizemos isso.”

Entrevistador: Abaixar a cabeça e trabalhar.

Alex Turner: “Sim, e isto paga dividendos agora. Agora você tem a oportunidade de realmente fazer um álbum. Foi uma grande decisão sair da zona de conforto e ir para a América trabalhar, ir para o Joshua Tree (Estúdio Rancho De La Luna) e trabalhar com outras pessoas. Isto foi parte da expansão também, abrir as mentes.”

Rancho De La Luna e Josh Homme

Não é novidade a ninguém que Josh Homme, de Queen of the Stone Age, foi um dos grandes responsáveis por esta mudança que os arrancou da zona de conforto. Você percebe tudo na mudança drástica do ritmo, além das viradas de bateria, o baixo extremamente presente e os novos instrumentos agregados; temos letras mais maduras que “bebi demais na balada” também.
Após o fim da Era “Favourite Worst Nightmare“, Alex começou a compor e quando tinha material suficiente para um novo álbum, teve sua mochila roubada, onde estavam todos os seus esforços em um pequeno caderno. Eis que surgiu Josh Homme, que os levou a Joshua Tree, na Califórnia. Durante a viagem, ouviram muito Jim Morrison e Gram Parsons, o que teve sua parcela de inspiração para o álbum a seguir.
O álbum inteiro foi gravado no Rancho de La Luna (EUA) e ficaram lá por semanas para o processo criativo e de gravação. Muitas bandas já tiveram passagem pelo estúdio como a própria Queens Of The Stone Age e Dave Grohl.

ranchodelalunaEm parte pelas reverberações fantasmagóricas do Rancho de La Luna, o álbum tem aquela atmosfera toda peculiar de soturnidade e em cooperação com letras carregadas de ambiguidade e significados, tornam deste álbum um passo  enorme para a banda, porém firme e imponente.
Com músicas mais melódicas e interpretativas, vocais arrastados, umbrosos, herméticos, carregados e hipnóticos, com influência clara dos anos 60-70 e em função de um visual desleixado e largado, a banda também reforçou a ideia de uma repaginada na banda, estilo que foi herdado da estadia no Rancho de La Luna.

Amadas B-sides

Se não existe Arctic Monkeys sem Humbug, existe Arctic Monkeys sem B-sides? Jamais! Esse álbum conta com uma coleção espetacular de músicas que, com certeza, dariam uma nova obra prima para a banda. Confira as b-sides compiladas:


Em pleno 2015 ninguém pode negar que foi através deste álbum que tivemos Suck It And See e o AM. E se antes foi rejeitado pela massa de fãs, hoje se torna o primeiro na posição de muitos.

 

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