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HEY, HEY SÃO OS MONKEYS! – Entrevista traduzida

Os Arctic Monkeys tomaram conta do cenário musical como uma tempestade, antes mesmo de terem lançado seu álbum de estreia. BBC South Yorkshire conversou com os superstars da era download no seu caminho ao topo em 2005. (E a equipe da AMBR traduziu, claro)

Foto por: Andy Willsher/NME

Foto por: Andy Willsher/NME

A banda de Sheffield Arctic Monkeys vem ganhando força nos últimos anos e agora são rotulados os primeiros superstars da geração download. Nós conversamos com o vocalista/guitarrista Alex turner [AT] e guitarrista Jamie Cook [JC] anos atrás em 2005 antes de terem decolado completamente…

 

Então como vocês começaram?

AT – Era 2002, todos nós ganhamos guitarras no Natal e começamos a tocar na minha garagem naquele verão, ensaiávamos lá e em um pouco em um armazém por cerca de um ano.

Nós fizemos nossa primeira apresentação em junho de 2003 e tocamos alguns shows em Sheffield e nas redondezas por um tempo, e então começamos a fazer shows fora de Sheffield, gravando demos enquanto tudo estava acontecendo.

Nós chegamos ao ponto onde poderíamos deixar nossos trabalhos de lado porque tínhamos interesse suficiente para saber que aquilo iria para algum lugar.

Fizemos nossa própria turnê em junho de 2005 a qual esgotou, fizemos nossa segunda turnê em agosto de 2005 a qual terminou no Reading and Leeds Festival e esta (mini turnê pela Europa, Japão e Estados Unidos) é a nossa terceira turnê solo e está esgotada. Então essa é a nossa breve história para vocês!

Quais foram os destaques para vocês até agora?

JC ­– Reading and Leeds foram bons, quando fechamos em Leadmill, foi legal. Nós já tocamos (em Leadmill) antes, mas quando estávamos no headline os ingressos esgotaram o que foi ótimo.

AT – Sim, porque lá é onde nós costumávamos ir e assistir bandas e essas coisas, e foi bom, mas gravar o álbum, terminar e escutá-lo é ótimo!

Reading Festival 2005 / Foto por: © Peter Hill

Reading Festival 2005 / Foto por: © Peter Hill

“Aqui (Sheffield) é onde começou, pessoas vindo para nos assistir aqui… Algumas delas podem até ter estado no The Grapes (primeiro show da banda)” – Alex Turner

Quando vocês terminaram de gravar?

AT – Um pouco antes dessa turnê (Outubro de 2005), vamos começar a mixagem próxima semana. Nós gravamos como já havíamos gravado antes, ao vivo. Mas tem esse estranho meia lua lá (risos) para tentar fazer parecer mais como um CD, mas fizemos tudo ao vivo. O álbum sai em janeiro de 2006.

Nós estávamos no interior, Lincolnshire, distantes da civilização, o chefe do estúdio chama o lugar de sala de espera do Darwin (risos)… Não há ninguém por perto por milhas de distância.

O interesse do público e da mídia é imenso…

JC – Nós fomos para casa de carro agora a pouco,  deixamos um colega nosso no caminho e tocamos na Radio 2. No caminho de volta, antes do nosso amigo entrar no carro nós estávamos  tocando na Radio 1, e quando ele entrou no carro ele disse ‘Eu acabei de ver vocês na MTV…  Isso é muita coisa cara, é um pouco doido.

A popularidade já os enlouqueceu?

JC – Sim, algumas coisas sim. Eu não sou reconhecido normalmente então tudo bem, eu não ligo tanto, eu não quero nunca que isso cresça demais.

AT – É um pouco difícil às vezes.

JC – Quando você está tentando assistir as outras bandas, eu quero dizer, eu sei que as pessoas não estão sendo rudes, mas às vezes você só quer ir para casa (risos)

AT – Você não quer ser rude… é legal por um lado. É quando você está tentando assistir Milburn, mas as pessoas vem falar com você, eu acho. Não há nada do que reclamar realmente.

As pessoas dizem que Sheffield é o lugar onde mais tem acontecido para novas bandas no país – o que vocês acham?

Foto por: Dean Chalkley

Foto por: Dean Chalkley

JC – Tem bandas como Harrisons, Milburn… Nós costumávamos ir e assistir Milburn quando tínhamos 15 anos, mas as bandas começaram na mesma época, como Bromheads Jacket.

Começamos a ficar um pouco melhores e muito foco veio parar nesse “cenário”.  Mas há muitas bandas boas, e as pessoas querem criar caso, mas isto não é como Londres.

AT – É legal como nos conhecemos uns aos outros, não é como se eu fosse colega do Tom do Milburn, eu sou apenas amigo do Tom.

JC – E eu costumava jogar futebol com ele pelo Red Rose (risos)

AT – Pessoas me perguntam se eu vejo as outras bandas de Sheffield e eu vejo, mas é como se eu visse meus colegas e acontece que eles tocam também.

Então vocês ficam em casa em Sheffield com frequência? 

AT – Nós não voltamos com muita frequência por causa das turnês, mas somos novos nisso, não estamos fazendo isso por um longo tempo.

JC – Eu estava olhando nossa escala do próximo ano e nós só temos três semanas livres… A maior parte é apenas fazendo turnê.

Fotos ( por Andrew Kendall ), Sheffield Leadmill, 20 de abril de 2005:

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